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Notícias / Notícia em geral
Publicado em: 12/08/2015 às 11:05
Voluntários garantem exames de visão a alunos da EJA
Profissionais realizaram avaliações clínicas simples e exames mais específicos em estudantes da rede municipal de ensino que voltaram à escola e vinham apresentando dificuldades para enxergar durante as aulas

Alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) passaram por exames oftalmológicos para detectar eventuais problemas na visão. Profissionais da Secretaria Municipal de Educação notaram que alguns estudantes apresentavam dificuldades para enxergar e que elas atrapalhava o aprendizado. A constatação motivou uma ação inédita.

Orientadas pela supervisora de ensino Marli Calixto e pela pedagoga Talitha Roncolato, as escolas elaboraram uma listagem completa dos alunos que aparentemente mais demonstravam ter alguma dificuldade para enxergar. A lista foi entregue à Coordenadoria de Atenção Básica e encaminhada ao Caem (Centro de Atendimento de Especialidades Médicas) Dr. Nelson Salomé para que os agendamentos fossem realizados.

Ao verificar que o número de alunos era maior do que o número de consultas disponíveis, funcionários da Secretaria de Saúde e médicos oftalmologistas concordaram em atender voluntariamente os estudantes, abrindo seus consultórios particulares nos dias 11 de julho e 8 de agosto. No local, foram realizados não só avaliações clínicas simples, mas também exames mais específicos para complementar a análise e apontar os que precisarão de óculos para corrigir a visão e, assim, aproveitar melhor as aulas.

A equipe de voluntários contou com o Dr. Renato Resende Cordeiro, médico oftalmologista e retinólogo; Dr. Fábio Gazassi, médico oftalmologista; Lenita Bombonato, técnica de enfermagem; e Tânia Aparecida de Souza, técnica pessoal. Os exames foram realizados no consultório médico localizado na Rua Domingos Graziano, 48, Centro.

“Eu forçava muito a vista e isso me atrapalhava muito no aprendizado, mas agora estou mais tranquila. Com os óculos, vou enxergar melhor”, disse a dona de casa Maria Aparecida de Oliveira, que tem 66 anos e cursa a 7ª série.

Penha Maria Soares da Silva, 45 anos, aluna da 8ª série, agradeceu a escola e os profissionais que a atenderam. “Agradeço a todos que nos possibilitaram esta oportunidade de poder enxergar melhor. O atendimento foi excelente, com espontaneidade e muito boa vontade. Foi como se eu tivesse pago uma consulta particular”, comentou.

O aluno Jurandir Gabriel, 50 anos, disse que essa foi uma oportunidade única. "Nunca tinha ido à escola e agora tenho esta oportunidade de estudar, enxergando corretamente”, falou.

Segundo a pedagoga Talitha Roncolato, para os profissionais envolvidos foi uma oportunidade de contribuir com mais qualidade de vida para essas pessoas. “Todos ficaram extremamente satisfeitos em realizar este trabalho voluntário e poder oferecer melhor qualidade de vida a esses alunos, trazendo uma possibilidade real de aprendizado”, comentou.

 

                                                                  Renato Cozza/Secom