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Araras recebe no domingo, 25 de janeiro, a 32ª edição do tradicional Cortejo Águas de Oxalá, uma celebração da cultura e das religiões de matriz africana que já se consolidou como um dos principais eventos culturais e religiosos do município. O evento abre o calendário turístico da cidade em 2026.
A concentração será a partir das 8h na Praça Monsenhor Quércia (Calçadão), com saída do Cortejo às 10h, seguindo pelas ruas Francisco Leite e Barão de Arary até a Capela Santa Cruz. No local, acontece a louvação aos orixás e a tradicional lavagem das escadarias.
“O Cortejo Águas de Oxalá é um importante símbolo de combate à intolerância religiosa, promove o respeito à diversidade de crenças e valoriza a cultura africana e afro-brasileira. Para os adeptos das religiões de matriz africana, o ato também marca simbolicamente o início de um novo ano”, explica Mussa Daniel, secretário municipal de Cultura.
História
O Cortejo em Araras começou no final dos anos 80 com o babalorixá Adailton de Yansã, lavando a escadaria do Cristo Redentor e depois a da Igreja Santa Cruz. Com o falecimento dele, o Cortejo deixou de acontecer por alguns anos, sendo retomado em meados de 1990 pela comunidade tradicional de Terreiro Ylê Axé de Yansã, quando a Matriarca Doné Oyassiy (Mãe Rosa de Oyá) foi convidada pela ACAFRO (Acervo Cultural Afro-Brasileiro) para assumir a coordenação do evento.
A partir daí, o evento passou a contar com a participação ativa do movimento negro da cidade e entorno, e do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Araras. Com o passar dos anos o Águas de Oxalá tomou um caráter regional, contando com a participação de terreiros de outros municípios e até de outros estados.
A partir da reivindicação da comunidade tradicional de Terreiro Ylê Axé de Yansã as águas de Oxalá passa a integrar o calendário turístico do município de acordo com a Lei N° 4.946 de 19 de dezembro de 2016, ratificada pela Lei Municipal N° 5.698 de 9 de Outubro de 2023 e também o calendário turístico do Estado de São Paulo com o Projeto de Lei nº 145, de 2017, da deputada estadual Leci Brandão.
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Secom/Prefeitura de Araras