Produtores de bananas vinculados à Associação dos Agricutores Familiares dos Assentamentos Rurais de Araras Terra Boa e outros assentados do município que também cultivam a fruta, devem em algumas semanas começar a fazer uso de uma inovação que promete agregar qualidade, valor e ganhos à atividade.
Uma climatizadora foi adquirida pela associação, visando beneficiar as frutas que, colhidas ainda verdes, passam por um período nessa espécie de ‘câmara fria’ para obter a maturação certa para a comercialização, viabilizando maior competitividade e aumento da renda para cada produtor participante.
Segundo o presidente da Associação Terra Boa, Clailton Aparecido Krepschi, os agricultores que plantam a banana e não têm acesso à climatizadora perdem muito da produção. “Conseguir recursos na roça é muito difícil. Então, com esse projeto, conseguimos não só a câmara climatizadora como também capacitação e apoio técnico”, conta ele. “Hoje, o produtor que não utiliza a climatizadora praticamente não consegue colocar o seu produto no mercado, já que os frutos na maturação natural têm uma vida na banca de vendas muito curta, perdendo a qualidade rapidamente”, acrescenta.
Krepschi diz não ter os números da produção atual de bananas entre os assentados, mas afirma que a atividade tem potencial promissor. “O produto tem espaço, no mercado e também para o consumo na merenda, através do PNAE (Programa Nacional de Aquisição de Alimentação Escolar)”, exemplifica.
A climatizadora teve o custo de R$ 24.800,00 sendo que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), via edital específico, bancou o valor de R$ 23.295,00. A diferença foi paga pela Associação Terra Boa, a título de contrapartida. O Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo) foi que apresentou o edital do BNDES para a Associação buscar os recursos, com apoio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Urbanos e Rurais, que é parceira da entidade de produtores rurais.
Com capacidade para armazenar até 9 toneladas de bananas, a climatizadora atenderá a demanda dos agricultores vinculados à Terra Boa e outros que procurarem a entidade.
A Associação Terra boa arcará com os custos de energia elétrica, gás e manutenção, e por isso, segundo Krepschi, a entidade estudará uma forma de diluir esses custos, de forma justa e acessível, aos produtores que desejarem se utilizar do equipamento.
Secom/PMA