Representantes do governo municipal e do Sindsepa (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araras) têm audiência nesta quarta-feira, dia 1 de abril, no Tribunal de Justiça de São Paulo, onde o município ingressou solicitando o Dissídio Coletivo. A audiência é na sede do TJ-SP às 14h.
Sem aprovação do acordo entre a direção do Sindsepa e a administração, acordo este selado na noite da última segunda-feira por 8% de reajuste – sendo 7% já e 0,9% em novembro – desde que a greve deflagrada desde o dia 25 fosse encerrada – não restou outra alternativa à administração municipal senão recorrer ao Judiciário para dar solução ao impasse.
A proposta anterior da administração era de conceder 6,46% relativos às perdas inflacionárias acumuladas em 2014, conforme a variação do IPCA-E (Índice de Preços Ao Consumidor Amplo-Especial).
A rejeição do acordo pelos servidores em assembleia na manhã desta terça-feira em frente ao Ginásio Municipal de Esporte Nelson Rüegger foi comunicada oficialmente pela cúpula do Sindsepa ao prefeito Nelson Dimas Brambilla ainda no final da manhã. “Eles não aceitaram e fizeram uma contraproposta. Querem 8% agora e mais 2% em novembro ,” disse José Raul dos Santos, presidente do Sindsepa.
O prefeito Brambilla explicou a Santos e aos diretores do sindicato que o acompanhavam que não tem condições de ir além no percentual de reajuste oferecido. “Nós dialogamos bastante, com total transparência. Obtivemos avanços importantes nessa negociação. Refizemos as contas, apertamos ainda mais o cinto e conseguimos chegar ao máximo que o orçamento nos permite”, disse o prefeito.
Advogado do Sindsepa, Rogério Santa Rosa disse então que ele e a diretoria do sindicato sentiram que os servidores poderiam vir a aceitar a proposta dos 8% se os dias de greve parados não tivessem que ser compensados. No acordo rejeitado, ficou estipulado que os dias não seriam descontados desde que compensados em até 180 dias.
“É um gesto político, independentemente da proposta dos 8%, que estamos pedindo para que tenhamos a chance de evitar irmos ao Tribunal”, disse Santa Rosa.
O prefeito argumentou que isso abriria precedentes complicados perante os demais servidores – os que não aderiram à greve, principalmente – e aceitou mudar a determinação de reposição para os três primeiros dias do movimento (quarta, quinta e sexta, dias 25, 26 e 27, respectivamente) e em até 210 dias.
Essa proposta foi então levada pela diretoria do Sindsepa a nova assembleia que, segundo o informado ao governo municipal, terminou com mais uma rejeição dos termos apresentados.
Brambilla lamentou o desfecho das negociações. “Tentamos ao máximo. Agora só nos resta esperar pela conciliação na Justiça”, disse ele.
Secom/PMA