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Publicado em: 10/04/2018 às 13:55
Prefeito negocia com empresa da Coréia do Sul a implantação de usina de incineração de lixo
Carta de intenção foi apresentada e assinada na última segunda-feira (9) por representantes de empresa sul-coreana, que deseja gerar energia elétrica com o lixo incinerado

 

O prefeito Pedrinho Eliseu está em negociação há cerca de dois meses com uma empresa da Coréia do Sul visando a viabilização e implantação de uma usina de incineração de lixo, reciclagem e geração de energia elétrica, no município de Araras.

Uma carta de intenções foi apresenta ao chefe do Executivo Municipal e assinada pelos representantes da empresa, em reunião realizada na última segunda-feira (9) no gabinete do prefeito, no Paço Municipal. A empresa terá, agora, 30 dias para apresentar um PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), conforme determina a legislação.

Nesse PMI a empresa deverá oficializar as propostas apresentadas formalmente, por meio de um projeto executivo, confirmando investimento de cerca de US$ 33 milhões para a compra de imóvel e construção da usina. Se concretizado, o projeto irá envolver uma concessão ou parceria público-privada, seguindo as leis vigentes e normas ambientais estabelecidas. Inicialmente, a usina teria capacidade para incinerar até 150 toneladas de lixo, com a possibilidade de ampliação.

Depois de aprovado e aceito pelas leis vigentes, o prazo de construção da mesma seria de 12 meses, com o funcionamento logo em seguida. Para a operação dos trabalhos será necessária a aquisição de uma área de 200 mil m², pela própria empresa.

Na carta de intenção, os projetos a respeito do assunto são de conta e riscos da empresa responsável. A apresentação do PMI não gerará garantias de acordo entre as partes envolvidas, pois, se o projeto apresentado for aprovado pela Prefeitura, será aberta licitação pública. E se outra empresa do ramo vencer o certame, esta arcaria com as despesas da execução do projeto executivo apresentado pela empresa sul-coreana.

 

Pioneira no Brasil

A tecnologia utilizada pela usina é pioneira no Brasil. O resíduos são tratados quase por completos, não oferecendo dano ambiental. “Os 3% ou 2% que sobram dos resíduos são absorvidos pela empresa, sem oferecer dano algum ao meio ambiente. Além da incineração do lixo, ainda ganhamos na reciclagem e na geração de energia elétrica. É uma empresa maravilhosa, com equipamentos e formas de trabalho de primeiro mundo”, explicou o prefeito Pedrinho Eliseu.

Nessa carta de intenções, a empresa sul-coreana assumiria também o compromisso de “encerrar” o atual Aterro Sanitário, desativado desde 2008. O custo para esse encerramento do Aterro, atualmente, gira em torno de R$ 8 milhões. Sem um aterro próprio, a Prefeitura de Araras paga para levar o lixo produzido em Araras para uma empresa particular de Paulínia/SP, desde 2008, quando o antigo Aterro foi lacrado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Além da presença do prefeito e dos representantes da empresa, participaram da reunião no Paço Municipal nesta semana os secretários municipais Carlos Cerri Júnior (Serviços Públicos) e Edson Luzetti (Desenvolvimento Econômico).

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Secom/Prefeitura de Araras